terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

2015 - Segue a luta pela educação em Minas


Análise do Movimento Educação e Luta (MEL), ligado a CSP Conlutas MG,  sobre as primeiras medidas do Governo Pimentel 

 

Entramos em um novo ano com muitos desafios. O ano se iniciou com muitos ataques por parte dos governos aos trabalhadores. As mudanças feitas pelo Governo Dilma (PT) a partir das MP’s 664 e 665 reduzem direitos, tais como o seguro-desemprego, o auxílio-doença, a pensão por morte e o abono salarial do PIS-Pasep. Em quase todas as capitais o preço das tarifas de ônibus aumentaram, agora um grande aumento no preço da gasolina, já começaram a ocorrer processos de demissão em importantes empresas e a crise da água atinge em cheio os trabalhadores. Na educação a situação também não é das melhores, novamente o governo federal cortou 7 bilhões da pasta, acabando com as promessas nas eleições sobre a "Pátria educadora".

Mas a juventude e os trabalhadores também iniciaram o ano com muita luta. Nas capitais seguem fortes as manifestações contra os aumentos das tarifas de ônibus e pelo transporte público de qualidade. A forte Greve na Volks conseguiu reverter à demissão de 800 trabalhadores, demonstrando a importância da luta e da organização. 

Em Minas o povo  demonstrou  nas eleições que queriam mudanças. O projeto do PSDB e Anastasia foi derrotado. Um governo que atacou duramente a educação durante anos, acabando com nossas carreiras, precarizando a estrutura das escolas e desrespeitando nossa organização

Acreditamos que esse é o momento de avançarmos na construção de uma educação pública, gratuita e de qualidade em Minas. Para isso é necessário manter a independência de nosso sindicato com relação ao governo e exigir de Pimentel que implemente as reivindicações históricas da categoria, como a implementação do Piso para a jornada de 24 horas, uma carreira digna e mais investimentos na educação.
Já conseguimos algumas importantes vitórias nesse primeiro mês de 2015, como o fim do reinventando o ensino médio e a volta dos profissionais de educação física nos anos iniciais. Entretanto, a resolução do quadro de escola (apesar de ter sido discutida com o sindicato) se mantêm globalmente na mesma lógica das ultimas gestões, mantendo a superlotação das turmas, as punições, a utilização da avaliação de desempenho como forma de punir os educadores e a negativa em realizar o processo de designação de maneira centralizada.

Piso Salarial e reajuste – Os profissionais em educação de Minas tem pressa



O pagamento do piso salarial do magistério com uma carreira digna é, com certeza umas das principais expectativas da categoria a partir da derrota do PSDB em Minas. Com relação a esse tema o novo governo instaurou uma comissão que terá 90 dias para poder fazer uma proposta de pagamento do piso. Apesar de ser um avanço para a categoria poder debater esse tema com o governo, já estamos sendo enrolados a tempo demais e esperávamos que esta situação fosse resolvida já.

Também chegou a ser veiculado na mídia a possibilidade do governo querer negociar o piso sobre uma carga horaria de 40h. Devemos deixar claro para o governo que não aceitaremos nenhuma mudança em nossa carga horária, que queremos o piso nacional (R$1.917,78) para a jornada que já temos de 24h, com a volta dos benefícios e da carreira.

Sobre o reajuste de 2015 seguimos sem nenhuma resposta. Mesmo a discussão do piso sendo muito importante ser resolvida o quanto antes, não achamos que devemos abandonar a discussão do reajuste, pois sabemos o quanto custa no cotidiano do trabalhador passar um ano sem reajuste e com uma inflação que passou os 6%, só em 2014. É obrigação de qualquer governo fazer reajustes anuais nos salários dos servidores e se esse governo que foi eleito realmente tem algum compromisso com a educação e seus servidores deve imediatamente reajustar nosso salario de acordo com o reajuste do piso.


Para investir na educação é preciso enfrentar os bancos e empresários


Já ouvimos diversas vezes representantes do Governo e o próprio Pimentel dizerem que o governo anterior deixou o estado de Minas quebrado e que por isso teríamos que ter paciência nas mudanças que virão. Obviamente sabemos bem que o PSDB realmente quebrou Minas Gerais, pois sempre privilegiou o pagamento de dividas aos bancos e a isenção de impostos as empresas para que essas pudessem continuar lucrando como nunca. Por isso defendemos uma ampla auditoria da divida pública e das contas do governo. Entretanto não creditamos que devemos engolir essa desculpa de Pimentel para não implementar as medidas necessárias para mudar a situação da educação no estado.

Minas gerais é o 3°estado mais rico do país e portanto tem sim dinheiro para investir nos setores sociais. Entretanto, o governo, para fazer isso deve escolher um lado: ou está ao lado dos empresários e banqueiros (como fez o PSDB durante 12 anos) ou está ao lado dos trabalhadores. Através do não pagamento das divida, da estatização de empresas estratégicas no estado e do fim da isenção de impostos para as empresas é sim possível a priorização dos setores sociais, incluindo ai a educação. Ou seja, para cumprir com suas promessas Pimentel deve inverter as prioridades do governo, enfrentando as grandes empresas e bancos. Os trabalhadores em educação e a população pobre que necessita da escola pública já cansaram de serem tratadas como ultima prioridade, chegou a hora de lutarmos por uma verdadeira mudança em nosso estado e nosso país.

A eleição dos superintendentes e nossa organização

Com a eleição de Pimentel e com seu compromisso de dialogar com os educadores e alterar essa lógica opressora, a categoria vislumbrou a possibilidade de dar mais um passo em direção à democratização e se organizou para fazer valer seu direito de escolher os Superintendes Regionais. Em nossa opinião foi um processo bastante corrido, pois achávamos que deveríamos ter ido a uma eleição que envolvesse mais a base da categoria. Como não foi possível, mobilizamo-nos, realizamos plenárias em quase todas as regiões do estado e, mesmo com curto espaço de tempo, a categoria escolheu seus representantes e os apresentou ao governo que comprometeu-se a nomeá-los ainda em janeiro.

Entretanto, até o momento, ainda não houve nenhum pronunciamento oficial do governo sobre quando se darão as nomeações dos novos superintendentes. Será muito prejudicial a nossa categoria que se inicie as aulas com os superintendentes, que tanto nos prejudicaram no passado, ainda em seus cargos. O governo deve respeitar a decisão tomada pela categoria e nomear imediatamente os superintendentes escolhidos nas plenárias.

É muito importante que nossa categoria tenha em mente que somente através de nossa organização e de nossa luta é que vamos conquistar nossas reivindicações. Sabemos que os governos tem várias táticas para implementar suas politicas. Uma delas é a cooptação de lideranças do movimento para cargos institucionais que depois podem ser usadas para impor ataques ou mesmo manter as coisas como estão. Por isso em todas plenárias que participamos propomos uma plataforma para esses novos superintendentes, para que eles possam ser a voz da categoria na superintendência e não os aplicadores da politica dos governos na escola.

Portanto não é porque pudemos eleger os superintendentes que vamos deixar nossas reivindicações e lutas de lado, pelo contrario, é hora de fortalecer nossas mobilizações através do nosso sindicato para obter conquistas. Achamos positiva a postura da direção estadual de não abrir mão da critica ao governo e acreditamos que somente mantendo nosso sindicato com independência politica com relação ao governo é que poderemos avançar.

O ano se inicia com muitos desafios, que venham as lutas...

- Pagamento piso salarial (R$1917,78) para a jornada de 24h, com benefícios e carreira

- Reajuste imediato

- Imediata revogação da Co-participação do IPSEMG. Melhoria do antedimento no interior do Estado. Queremos um plano de saúde de qualidade

- Nomeação imediata de todos superintendentes eleitos nas plenárias regionais

ANEXO: Análise da resolução do quadro de escola:




1- Turno noturno: Entendemos que essa reivindicação não foi atendida plenamente pois a resolução determina prioridade para o turno diurno e, apesar de abrir a possibilidade de declaração de trabalho sem a carteira assinada, burocratiza o processo pois a declaração é padronizada e nela contém um informe de que a declaração poderá ser enviada ao Ministério Público, Ministério Público do Trabalho e ao próprio Ministério do Trabalho . Todos sabemos que as relações de trabalho na adolescência são extremamente frágeis, pois os patrões não cumprem com suas obrigações trabalhistas e os jovens se submetem a essa exploração pela necessidade do emprego.

2- Educação física e Ensino religioso nos anos iniciais do ensino fundamental: consta na nova Resolução que a disciplina de Educação Física será ofertada por professores habilitados, conforme a legislação estadual e reivindicação da categoria. Em relação à disciplina de Ensino Religioso, o governo manteve sob responsabilidade do professor regente. Também foi mantida a política de aumentar, OBRIGATORIAMENTE, a jornada de trabalho do professor regente, através da exigência curricular. A medida desrespeita a Lei Estadual 15.434/2005, que trata da obrigação dessa disciplina ser regida por profissional habilitado.

3-Módulo II: O cumprimento da 1/3 da lei do piso foi um pretexto muito bem utilizado pelo governo Anastasia para regulamentar o famigerado módulo II e aumentar o tempo de permanência na escola e, consequentemente, nossa exploração. A resolução de Pimentel mantem exatamente como estava na época de Anastasia.

4- Extensão de Carga Horária: mantém a obrigatoriedade, não permitindo que aqueles que necessitem de CH menor possam tê-la. Mantém a proibição de gozar férias prêmio e a avaliação de desempenho como critério para concessão da extensão.

5- Substituições: determina que só pode haver substituição para ASB após 15 dias de licença, para ATB, EEB e ANE/IE, 30 dias e ATB financeiro só em caso de vacância, mantém também a proibição de designação de substitutos no caso de férias regulamentares desses cargos. Está mantida, portanto a lógica da super exploração, pois os colegas terão que fazer o trabalho de quem está de licença médica ou de férias.

6- dispensa do designado por ofício: mantém a absurda penalidade de três anos

7- Composição de turmas: para os professores, aqui está a maior decepção pois o governo Pimentel manteve as mesmas regras dos governos do PSDB: turmas superlotadas só podendo desmembrá-las após exceder o que determina a legislação em mais de 10 alunos e ainda abre brecha para fechamento ou ajuntamento de turmas, uma vez que não permite que haja turmas com número menor do que determina a legislação. Ou seja, a mesma lógica dos governos anteriores: mais alunos pode, menos não.

8- Escolarização e habilitação: no anexo há uma exigência que ainda não conseguimos compreender: boa parte da exigência contempla apenas a licenciatura curta.


Comentem e entrem em contato com o  Movimento Educação em Luta e com a CSP Conlutas e hora de uma ampla unidade em defesa de nossos direitos.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Este Governo não me representa.

Em uma matéria no Jornal O Tempo, o agora ex governador Antônio Anastasia, disse que todos estavam satisfeitos com o seu Governo, e que apenas o SindUTE não estava, o que é uma grande mentira, sabemos bem que seu Governo não nos representa.

Estamos indignados com este governo que não paga o piso, destruiu nossa carreira, retirou direitos, sucateia as escolas e apenas faz propagandas. E agora os trabalhadores da Lei 100 podem perder seus empregos a qualquer momento e o governo não apresenta uma solução.

Estas fotos abaixo é apenas um exemplo que somos professores e não estamos satisfeitos com o Governo do PSDB.

Vamos todos fazer fotos assim e divulgar nas redes sociais, para demonstrar nossa indignação.
































quinta-feira, 27 de março de 2014

Lei Complementar 100 é julgada inconstitucional - Porém temos que defender todos os direitos das (os) trabalhadoras (es) em Educação

No dia 26 de março o STF, após longa espera, julgou inconstitucional a LC 100, nesta decisão a corte manteve os direitos dos que já se aposentaram e daqueles que até irão se aposentar dentro de 12 meses,
manteve também o direito daqueles trabalhadores. Mas cerca de 70 mil trabalhadoras (es) se encontram na incerteza de que terão garantidos seus direitos. 

Pairam várias dúvidas. Como ficam a situação das ASB's que não tiveram seu concurso homologado no passado? Como ficam aqueles que mesmo tendo a qualificação exigida e não passaram no concurso ou não fizeram?

Temos que lembrar que quando o governador Aécio Neves criou a lei 100 em 2007 ele tinha plena consciência de que estava cometendo um ato de inconstitucionalidade, porém entre quitar uma dívida com o INSS ou jogar milhares de servidores numa insegurança jurídica por anos, Aécio escolheu a segunda opção.

Anastasia assumiu no governo seguinte e manteve a mesma política de enganar a categoria "garantindo" uma tranquilidade e segurança que não existia, chegando mesmo estimular que os servidores alcançados pela
lei 100 não fizessem o concurso público realizado em 2011.

Nessa política Aécio e Anastasia puderam, ainda, contar com o apoio da APPMG que, da mesma forma que o governo, criava uma falsa expectativa de manutenção da lei, principalmente entre os Auxiliares de Serviços Gerais. Essa associação enviava frequentemente às escolas notícias sobre a lei que reafirmavam sua manutenção aumentando assim a credibilidade numa estabilidade que não existia. Além de enganar a
categoria, Anastasia e APPMG ainda tentavam coloca-la contra o SindUte, difundindo falsas informações e boatos sobre o sindicato.

Essa tática de divisão da categoria tem sido adotado há anos pelo governo de Minas e foi aprofundada com a lei 100. Nesse processo o governo saiu fortalecido e os educadores enfraquecidos o que facilitou ao governo implementar sua política de desmonte da nossa carreira, da retirada de direitos, do arrocho salarial e da opressão nos momentos de luta da categoria.

Em 2007 o SindUTE Estadual vacilou entre defender os trabalhadores ou defender o concurso público. Nós da CSP Conlutas e do Movimento Educação em Luta dizemos que a culpa não era dos trabalhadores por
aquela situação e sim do Governo que não realizava concurso público e priorizava o processo de designação por anos a fio, algo que continua nos dias de hoje.

Agora, diante da sentença de inconstitucionalidade decretada pelo STF, Anastasia deve uma resposta aos servidores que encontram-se nessa situação. O governo que criou uma falsa lei para solucionar seus
problemas financeiros deve garantir que não fiquem desempregados os que foram colocados por ele nessa condição.

A CSP Conlutas e o MEL, Movimento Educação em Luta , defende que os trabalhadores tenham uma resposta imediata que traga tranquilidade e dê condições para que os servidores possam continuar com suas
atividades nas escolas e nas SREs. Exigimos também que sejam mantido os direitos adquiridos no período de vigência da lei. Não aceitaremos nenhuma demissão nenhuma retirada de direitos e nem enrolação.

Cabe o SindUTE MG a defesa incondicional de todos os trabalhadores que agora correm o risco de cair no desemprego fruto de uma politica de um governo que destrói a educação em MG.

É hora de lutarmos juntos para que nossos companheiros não fiquem desamparados. Nosso inimigo é o governo que tenta nos dividir e que promove situações como a que vivem hoje os trabalhadores da lei 100.

No dia 24 de abril temos nossa assembleia estadual da educação. É necessario fazer nesse dia uma forte paralisação nas escolas e uma grande assembleia que pressionae o governo com exigencias concretas sobre a situação dos servidores da lei 100 e a nossa campanha salarial.


Não à precarização dos empregos

Não à divisão da categoria

Direitos iguais para trabalho igual

domingo, 29 de setembro de 2013

Campanha de solidariedade ao professor André Nogueira e contra a criminalização dos movimentos sociais



O professor e diretor da subsede do Sind-ute Juiz de Fora André Nogueira foi agredido e detido pela Policia Militar de Minas Gerais sob o comando do Governador Anastasia na greve da educação em 2011. Quase dois anos depois pode ser condenado a 6 meses de detenção.

O ano de 2011 foi marcado pela maior mobilização em defesa da educação pública de Minas Gerais, foram 112 dias de greve nas escolas estaduais. A comunidade escolar se juntou aos educadores nas reivindicações por uma escola pública e de qualidade.

No entanto, o governo de Minas Gerais não atendeu às pautas mais importantes da comunidade e usou de métodos antidemocráticos como o corte de ponto e a substituição de grevistas, ferindo a constituição brasileira.

Em Juiz de Fora o ápice da barbaridade do governador foi a detenção do professor André Nogueira, diretor da subsede do Sind-UTE (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais), em uma manifestação de estudantes em solidariedade à greve da educação estadual.

Em um ato pacífico, a Polícia Militar, a comando do governo, agiu com truculência e ameaça aos alunos, incluindo a tentativa de agressão física aos manifestantes.

Ao evitar o atropelamento dos alunos provocado pela Polícia Militar, o professor André foi jogado ao chão e detido de forma brutal, ficando algemado por cerca de duas horas, o que lhe ocasionou vários hematomas pelo corpo.

Além de sofrer agressão física e moral, o professor André está sendo processado por desobediência, o que pode acarretar em uma condenação de 6 meses de detenção. A audiência de julgamento está marcada para o dia 02/10 às 14h no Juizado Especial Criminal em Juiz de Fora.

Todos Contra a Criminalização



Essa ação da Polícia Militar e do governo de Minas Gerais pode abrir um caminho muito perigoso para os trabalhadores e ativistas sociais. Pode abrir uma “onda” de criminalização em nosso estado. Não vamos permitir que pessoas que estão na luta por direitos sejam criminalizadas.

Essa Luta é de todos nós. Aqueles que acreditam na liberdade de expressão e que defende o direito de lutar por melhorias devem fazer parte desta campanha.
 
Por isso estamos fazendo uma ampla campanha contra a criminalização dos movimentos sociais e para a imediata absolvição do professor André Nogueira.
Vamos Fazer um grande ato no dia 02/10 em frente a Juizado Especial Criminal em Juiz de Fora, todos devem estar neste ato. Nenhum Lutador pode ser criminalizado!

Lutar é um direito!

Subsede Sind-ute Juiz de Fora

Queremos reajuste de verdade, 5% não cobre nem a inflação. FORA ANASTASIA!


Mais uma vez o Governo de Minas mostra sua política de precarização da educação em nosso estado. Mesmo depois da denuncia de que o governo deixou de investir em 10 anos mais de 8 bilhões na educação e de que a cada dia 5 profissionais pedem exoneração, o Governador Anastasia tem a cara de pau de ir a mídia dizer que a proposta de reajuste de 5% é uma grande avanço para os educadores. Como se estivesse fazendo um favor à categoria.

Nossa categoria está em campanha salarial desde maio desse ano, e só agora em setembro temos alguma resposta, logo o governo já economizou vários meses por não fechar um acordo antes. Sem contar que esse aumento não cobre a inflação do ano, muito menos cumpre o reajuste proposto pela lei do piso, ou seja, na verdade nosso salário vai continuar valendo menos. Além disso, o governo do PSDB não admite que a questão da baixa remuneração dos profissionais da educação do estado é um dos principais fatores que faz com que muitos profissionais se demitam das escolas e abandonem o projeto de trabalhar na educação.

Na proposta apresentada não é nem citado o reajuste do custo aluno (7,97% em 2013), que deveria servir como base para o rejuste dos salários e muito menos foi colocado pelo governo a discussão da volta de nossa carreira de forma integral e a questão do pagamento do piso. Novamente o governo se utiliza de manobras contábeis para tentar enganar a categoria e a população.

 O projeto de educação do PSDB não nos serve

Sabemos que esse projeto de educação implementado pelo PSDB em Minas é o projeto da elite brasileira, que não tem interesse nenhum em dar uma educação de qualidade para os filhos da classe trabalhadora. E infelizmente, mesmo que muitos ainda tenham receio de dizer (pela referencia de luta que um dia esse partido foi) o PT não vem fazendo nada de diferente no Governo Federal. Aliás, muitas das políticas do governo Mineiro são aplicadas pelo governo Dilma.




As jornadas de junho nos mostraram que é só quando o povo vai pra rua que os governantes se movem para atender nossas reivindicações, portanto, é hora de avançar na nossa organização e trazer junho pra dentro das escolas, nos organizando para lutar contra esse governo e sua política neoliberal para educação em Minas.




Para ter educação de qualidade: FORA Anastasia!



 Só a pressão do movimento fez o governo recuar do congelamento



A intenção do governador era não dar nenhum reajuste para a educação neste ano e manter totalmente congelada nossa carreira até 2015. Ele recuou porque houve pressão da categoria e da população que questionou nas ruas sua forma de governar.

As jornadas de junho mostraram o verdadeiro caráter desse governo. Anastasia mandou a Policia Militar reprimir o movimento de forma brutal, que resultou na morte de dois jovens, e sem nenhum tipo de dialogo. Desde o início do ano nossa categoria vem se mobilizando através de várias paralisações, que em junho se unificaram com os grandes atos massivos em BH. O acampamento na porta da casa do governador tem sido uma forma de chamar a atenção da sociedade e da mídia para a situação da educação em Minas.




Fim do Subsidio

Reajuste abaixo da inflação não dá

Piso nacional JÀ!

sexta-feira, 19 de abril de 2013

Ditadura em Minas Gerais - Governador Anastasia Criminaliza o movimentos sindical e retira direitos dos Trabalhadores.





O governo Anastasia vem atacando os educadores mineiros já há muitos anos. Tudo começou com o chamado choque de gestão criado no governo Aécio Neves que teve por base, na educação, estrangular a categoria através do congelamento dos salários por mais de 10 anos, a destruição da carreira do magistério, a implantação das avaliações externas com o nítido objetivo de punir os educadores e a criação de um prêmio por produtividade para ludibriar os trabalhadores. 


Essas são apenas algumas citações, pois se fossemos enumerar todos os ataques realizados por esse governo opressor ocuparíamos todo esse espaço nas citações das atrocidades realizadas por Anastasia e seus seguidores submissos, como são alguns profissionais da Educação que infelizmente preferem atender ao chamado desse governo fascista do que ficar ao lado dos educadores lutadores que não se dobram e continuam na luta por uma educação pública de qualidade em Minas Gerais e no Brasil.

Se já não bastasse esses e outros ataques aos educadores como os que já citamos tivemos agora a determinação para que os profissionais da educação infantil ministrem aulas de Ensino Religioso e Educação Física sem receberem nenhum centavo a mais por isso. Sendo assim, muitos profissionais de Educação Física e Ensino Religioso ficarão sem trabalho e os profissionais da educação infantil sobrecarregados.

Mas, além disso, agora temos que enfrentar a maior aberração dos últimos tempos do governo mineiro: a censura e a criminalização. Uma Trabalhadora da Educação, companheira de luta da cidade de Monte Carmelo, simplesmente porque ousou não concordar com algumas afirmações realizadas por outros educadores, que representam o governo (PIP), em uma reunião na Superintendência dessa cidade teve que se submeter à situação vexatória de ter que responder a um policial sobre o que havia ocorrido. Ou seja, o governo Anastasia e seus representantes que não admitem questionamentos acionaram a polícia para calar a educadora que simplesmente, como todo lutador em defesa da classe trabalhadora, e nesse momento em especial em defesa dos educadores e em prol de uma educação pública de qualidade que atenda os trabalhadores da melhor forma possível, desejava realizar um debate com o nítido objetivo de contribuir com as discussões que se realizavam na reunião. Mas o governo não pode ser questionado, ele está acima de tudo e de todos.

Em Minas Gerais está acontecendo um retrocesso assustador, depois de vários ataques a várias categorias, utilizando vários métodos, agora chegou a vez da utilização da censura para calar os lutadores. E essa censura vem através do acionamento da polícia militar. Um absurdo. Poucos dias após o Brasil lembrar com pesar o terrível aniversário de 49 do golpe militar de março de 1964 o governo mineiro dá mostras que resquícios da ditadura ainda permanecem em nosso país. De minas Gerais onde saíram as tropas para o golpe de 31 de março de 1964 também presenciamos essa característica de governo ditador que é a censura. Precisamos reagir à altura desse ataque fascista do governo Anastasia. Não podemos admitir que essa situação permaneça em nosso Estado.
 
Todo nosso apoio à Educadora Raquel que está sendo perseguida por esse governo ditador.

Abaixo o governo fascista de Anastasia

Viva a luta dos trabalhadores.

Subsede do SindUTE Patrocínio

Subsede do SindUTE Monte Carmelo




quinta-feira, 4 de abril de 2013

A educação como mera mercadoria, uma realidade estarrecedora dentro das escolas da rede privada de Minas Gerais



Vivemos a total decadência da educação. Mas não pense que este cenário se refere apenas à rede pública de ensino. Dentro da rede privada a precarização também se acelera e toma proporções ameaçadoras. Salários defasados tanto dos professores quanto do quadro administrativo. Salas superlotadas. Falta de recursos tecnológicos, de bibliotecas, e de materiais básicos, como pincel e carteiras confortáveis, entre outros. Há colégios que nem sequer oferecem lanche aos professores no momento de intervalo, nem banheiro diferenciado do dos alunos. É assim que funciona o sistema da rede privada de ensino de grande parte das escolas de Minas Gerais.

Em contrapartida, o lucro dessas instituições é cada vez maior. Qualquer família em sã consciência e com a mínima condição matricula hoje o seu filho na rede particular, uma vez que as escolas públicas, no atual contexto, estão fadadas. Enfrentamos salas de aula com média de 40 a 50 alunos e um professor que mal consegue ser ouvido e ouvir, logo, o conteúdo ministrado fica cada vez mais defasado. A indisciplina toma conta e o nosso papel de educar fica jogado a escanteio a fim de que os lucros financeiros dessas empresas escolares se multipliquem.

Geralmente com a mensalidade de três alunos a escola paga todo o salário de um professor, mas, mesmo assim, as salas estão cada vez mais abarrotadas e quando questionamos essa situação, a resposta é apenas um discurso falacioso de que somos competentes e damos conta do recado. O que, claro, sabemos ser um grotesco assédio moral a fim de nos inibir com uma possível demissão: “se não dá conta tem outro para ocupar o seu lugar”. O tempo todo nós, professores da rede privada, nos sentimos ameaçados. E o que o SinproMG faz de fato para nos defender? A cada final de ano é uma angústia, o medo da demissão. A rotatividade de professor é gritante. Quem está, de fato, assegurando os nossos direitos?

Para as mulheres a situação é mais complicada ainda, pois, se surge uma gravidez, é momento de se fazer uma resilição, diminuindo suas aulas, ou até mesmo demiti-la, pois ser mãe é um entrave na visão capitalista das escolas. Quantas professoras já não foram afetadas nessa situação? Além de tudo isso, a maioria dos colégios não oferece vale transporte para professores nem ajuda de custo na gasolina. E ainda temos de conviver com instituições que se dizem filantrópicas, mas que majoritariamente só buscam a lucratividade. Nessas escolas, o funcionário, mesmo exercendo uma jornada de trabalho de 44 horas semanais, no caso de auxiliares de secretaria, disciplinários, porteiros, bibliotecárias, não recebe vale alimentação porque trabalha numa instituição filantrópica cuja mensalidade de um aluno equipara-se ao valor de uma mensalidade de um curso superior. Escandaloso! Brutalmente um acinte aos nossos direito trabalhistas e à nossa dignidade. O SAAE/MG não nos representa, caso contrário, isso não deveria em hipótese alguma acontecer. Devemos lembrar também que as instituições filantrópicas, por não precisarem pagar imposto de renda, não dão 120 dias de licença maternidade, mas apenas 90, pois para elas isso não é lucrativo. 

Como se vê o quadro é decadente e pedimos um posicionamento tanto do Sinpro quanto do SAAE.