segunda-feira, 16 de março de 2015

PIMENTEL, CADÊ MEU PISO


Em janeiro, logo após a posse, o Governo Pimentel propos uma comissão entre governo e SindUTE MG para tratar da discussão do Piso Salarial. Nas primeiras reuniões nada de concreto foi apresentado a categoria. E o Governo ainda tentou discutir o pagamento proporcional do piso, algo que já haviamos debatido no governo anterior e que não temos nenhum acordo. Pimentel assinou um acordo com a categoria de pagar o Piso integral e não em sua proporcionalidade. 
 
Após apresentar várias simulações e nenhuma proposta Pimentel teve a cara de pau de apresentar uma mísera proposta de abono salarial de R$ 160,00 que serão incorporados em 4 parcelas de R$ 40,00: em julho 2015, outubro 2015, janeiro de 2016, abril 2016. Chega a ser ridículo essa proposta! Ela não repõe as perdas salarias que tivemos nos últimos anos e está abaixo do percentual do reajuste do Piso Salarial Nacional 
 
A outra proposta é de fim do subsidio e de retorno ao vencimento básico, o que significa que o valor que hoje está descrito em nossos contra cheques como subsídio passa a ser denominado vencimento básico. Na reunião não foi apresentada quais as vantagens que voltariam, se seriam os biênios, quinquenios ou qual outra. Não está a proposta que defendemos o que dizemos é que nosso vencimento básico deve ser o valor do piso estabelecido pelo governo federal de R$ 1917,78 para o inicio de carreira e retorno de nossas vantagens. Na progressão por escolaridade retrocedemos para 5 e 10% para mestrado e doutorado respectivamente.

Além disso, Pimentel está aplicando uma política de rachas na categoria a fim de aumentar sua fragmentação e enfraquecê-la diante dos seus ataques. Veja o que ele propõe: inicialmente aumento só para professores, coisa que corretamente a direção do SindUTE recusa; e agora propõe aumento somente para os diretores e ainda retira os aposentados das negociações desse mísero abono salarial. Abono esse que não é aumento, não se incorpora ao salário e nem podemos levar para aposentadoria. Já experimentamos em outros governo esta política de abono e sabemos bem que ela de fato não nos valoriza.

Essas propostas são ridículas, passam longe de repor a inflação e o valor do custo aluno. E o pior são os ataques que estão junto desse pacote de maldades que é aplicar aumento de 10% somente para os diretores, diferente da miséria do abono salarial apresentado para o resto da categoria e que ainda deixa os aposentados de fora. Isso só serve para dividir nossa categoria e desmobilizá-la para que novos ataques sejam aplicados.

É preciso enfrentar todas as tentativas de divisão da categoria. Hoje temos praticamente 2/3 da categoria em condições precárias de trabalho, que são os ex efetivados pela lei 100 (1/3) e os designados (1/3). Só designados são mais de 60 mil.

É hora de partimos para cima do Pimentel. É preciso unificar nossas forças, pois somente assim conseguirmos avançar para cobrar suas promessas de campanha com a educação e enfrentar os ataques.

VAMOS NOS UNIR EM DEFESA DE NOSOS DIREITOS
QUEREMOS PISO E CARREIRA
TODOS NA PARALISAÇAO DO DIA 31
NENHUMA CONFIANÇA NO GOVERNO PIMENTEL



domingo, 8 de março de 2015

Os primeiros Golpes de Pimentel

Mais nomeações de novas superintendências são feitas, porém Pimentel
desrespeita acordo firmado com a categoria e não nomeia os eleitos em assembleias para o cargo  superintendentes.
 

Como uma reivindicação antiga da categoria, a democratização das SREs e SEE, e cansados das políticas do PSDB, o sindicato impulsionou a necessidade de democratizar as SREs, travando uma batalha contra o assédio moral, a falta de autonomia das escolas e dos trabalhadores. 

Como em práticas antigas os cargos de direção das SREs eram indicados por políticos atrelados ao governador de plantão.  As superintendências de educação eram loteadas entre deputados e prefeitos que apoiavam o governo.

Pimentel, em contradição com compromisso afirmado de respeitar as decisões
da  categoria na campanha eleitoral, não permitiu que a secretária estadual de educação fosse escolhida pela categoria e não atendeu as solicitações do sindicato na elaboração da resolução do quadro de escola que mantém a mesma linha dos governos do PSDB, porém conseguimos arrancar de seu governo  que as (os) superintendentes fossem eleitas (os) pela categoria. Ainda que na correria e tendo que fazer plenárias às pressas, os trabalhadores e sindicato se organizaram e fizeram eleição de todas as 40 SREs, exceto uma São Joao Del Rey.


Após dois meses de sua posse e sobre muita pressão do sindicato e categoria
Pimentel iniciou as nomeações, mas, junto a elas vieram o desrespeito e as decepções.

Muitas (os) das  (os) superintendentes escolhidas (os) nas plenárias não foram empossadas (os) e o governador juntamente com vários de deputados (as) dão um golpe na categoria indicando outros nomes, mantendo as mesmas práticas do governo PSDB de loteamento das SREs.  Alem disso, nos locais onde conseguimos empossar as (os) escolhidas, (os) os antigos cargos comissionados de direção não foram substituídos, as (os) superintendentes estão sendo nomeadas  (os)para cargo de diretora educacional e não em seus reais cargos, continuando sem autonomia e permitindo assim, que as velhas práticas do PSDB continuem. 


A lista de cidades onde os deputados conseguiram nomear os superintendentes é grande e foram poucos os lugares em que se acatou o que a categoria escolheu. 

Mas nossa luta não acaba aqui, e que ocupa as SRE sejam eleitos pela base da categoria. Pimentel irá sentir o peso de nossa categoria. E todas as cidades que isto aconteceu deve ser denunciadas. 

ONDE ESTÁ NOSSO PISO E CARREIRA?

O mesmo ocorre com os acordos firmados com a categoria sobre piso e carreira, sobre os quais o governo vem divulgando na imprensa que não vai cumprir e,  na prática estamos vendo caminhar para enrolação, além de tentar provocar uma divisão na categoria deixando de fora das negociações os ABS’, ATB’ e técnicos das SER’s e SEE.
A reunião que ocorreria no dia 05 de março foi adiada e remarcada para o dia 12 de março. A desculpa utilizada era o julgamento do recurso da Lei 100, meas se estivéssemos diante de um governo que de fato está disposto a pagar a dívida histórica com a educação o pagamento do piso e a reconstrução da carreira já estaria sendo aplicada e não discutida. 
Pimentel e Macaé não merecem nossa confiança, já que apontam que querem governar da mesma forma que governou o PSDB, se aliando aos deputados e empresários. 

LEI 100 UMA TRAGÉDIA ANUNCIADA

Não podemos nos esquecer que o grande culpado pela situação vivenciada pelos trabalhadores da Lei Complementar número 100 é o governo do PSDB, ele não se preocupou com a situação funcional e sim resolver um problema previdenciário. Tanto é assim que apenas um artigo fala da efetivação os outros falam de previdência. 

E o STF já bateu o martelo nesta situação e que se deve "demitir" todas/os. Porém o supremo não consegue perceber que a demissão irá colocar na rua da amargura milhares de trabalhadoras e trabalhadores que deram o sangue pela educação em Minas, que adoeceram e contribuíram com a previdência. A decisão deveria punir o governo do PSDB e não os trabalhadores. 

O que está sendo discutido agora no STF é o momento de quando os trabalhadores perderão seus empregos, está nas mãos dos ministros do supremo quando estas pessoas irão para a rua, se agora em 1 de abril ou dezembro se acatarem o recurso do governo. 

Aqui temos que deixar claro, que temos que defender o direito destas (es) trabalhadoras (es) de terem o direito ao trabalho, porém temos que denunciar a Lei 100 e a PEC apresentada na ALMG que elas não garantem este direito, são medidas paliativas que não resolvem o problema. O governo deve sentar com a categoria e discutir medidas que de fato deem segurança ao trabalhador. 

Defendemos que tenham todos os direitos e não que vivam na insegurança

UNIFICAR AS LUTAS PARA GARANTIR NOSSOS DIREITOS


É preciso que a categoria se unifique, enfrente as divisões e parta para
construção das paralisações e movimentos cobrando salário e condições dignas de trabalho. Não podemos confiar em governantes e deputados que alegam não ter dinheiro para a educação mas concedem a si próprio auxilio moradia, continuam pagando altos juros da dívida pública, privilégios para grandes empresários e cobrando baixos impostos das mineradoras que se enriquecem a custas dos trabalhadores e da riqueza dos recursos minerais do Estado.

Nós do Movimento Educação e Luta e a CSP Conlutas entendemos que é hora de
mobilizarmos a categoria e exigirmos de Pimentel respeito e cumprimento das
promessas de campanha. As primeira ações do governo nos indicam que só podemos acreditar na nossa força e  unidade, pois já vivemos essa mesma política com o PSDB e não vamos aceitar que  o PT nos trate da mesma forma que Aécio/Anastasia. O compromisso de Pimentel tem que ser com os trabalhadores mineiros e não com os banqueiros, empresários e políticos corruptos.

QUEREMOS PISO E CARREIRA

NENHUMA CONFIANÇA NO GOVERNO PIMENTEL
SÓ A NOSSA FORÇA E UNIDADE NOS FARÁ AVANÇAR



terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

2015 - Segue a luta pela educação em Minas


Análise do Movimento Educação e Luta (MEL), ligado a CSP Conlutas MG,  sobre as primeiras medidas do Governo Pimentel 

 

Entramos em um novo ano com muitos desafios. O ano se iniciou com muitos ataques por parte dos governos aos trabalhadores. As mudanças feitas pelo Governo Dilma (PT) a partir das MP’s 664 e 665 reduzem direitos, tais como o seguro-desemprego, o auxílio-doença, a pensão por morte e o abono salarial do PIS-Pasep. Em quase todas as capitais o preço das tarifas de ônibus aumentaram, agora um grande aumento no preço da gasolina, já começaram a ocorrer processos de demissão em importantes empresas e a crise da água atinge em cheio os trabalhadores. Na educação a situação também não é das melhores, novamente o governo federal cortou 7 bilhões da pasta, acabando com as promessas nas eleições sobre a "Pátria educadora".

Mas a juventude e os trabalhadores também iniciaram o ano com muita luta. Nas capitais seguem fortes as manifestações contra os aumentos das tarifas de ônibus e pelo transporte público de qualidade. A forte Greve na Volks conseguiu reverter à demissão de 800 trabalhadores, demonstrando a importância da luta e da organização. 

Em Minas o povo  demonstrou  nas eleições que queriam mudanças. O projeto do PSDB e Anastasia foi derrotado. Um governo que atacou duramente a educação durante anos, acabando com nossas carreiras, precarizando a estrutura das escolas e desrespeitando nossa organização

Acreditamos que esse é o momento de avançarmos na construção de uma educação pública, gratuita e de qualidade em Minas. Para isso é necessário manter a independência de nosso sindicato com relação ao governo e exigir de Pimentel que implemente as reivindicações históricas da categoria, como a implementação do Piso para a jornada de 24 horas, uma carreira digna e mais investimentos na educação.
Já conseguimos algumas importantes vitórias nesse primeiro mês de 2015, como o fim do reinventando o ensino médio e a volta dos profissionais de educação física nos anos iniciais. Entretanto, a resolução do quadro de escola (apesar de ter sido discutida com o sindicato) se mantêm globalmente na mesma lógica das ultimas gestões, mantendo a superlotação das turmas, as punições, a utilização da avaliação de desempenho como forma de punir os educadores e a negativa em realizar o processo de designação de maneira centralizada.

Piso Salarial e reajuste – Os profissionais em educação de Minas tem pressa



O pagamento do piso salarial do magistério com uma carreira digna é, com certeza umas das principais expectativas da categoria a partir da derrota do PSDB em Minas. Com relação a esse tema o novo governo instaurou uma comissão que terá 90 dias para poder fazer uma proposta de pagamento do piso. Apesar de ser um avanço para a categoria poder debater esse tema com o governo, já estamos sendo enrolados a tempo demais e esperávamos que esta situação fosse resolvida já.

Também chegou a ser veiculado na mídia a possibilidade do governo querer negociar o piso sobre uma carga horaria de 40h. Devemos deixar claro para o governo que não aceitaremos nenhuma mudança em nossa carga horária, que queremos o piso nacional (R$1.917,78) para a jornada que já temos de 24h, com a volta dos benefícios e da carreira.

Sobre o reajuste de 2015 seguimos sem nenhuma resposta. Mesmo a discussão do piso sendo muito importante ser resolvida o quanto antes, não achamos que devemos abandonar a discussão do reajuste, pois sabemos o quanto custa no cotidiano do trabalhador passar um ano sem reajuste e com uma inflação que passou os 6%, só em 2014. É obrigação de qualquer governo fazer reajustes anuais nos salários dos servidores e se esse governo que foi eleito realmente tem algum compromisso com a educação e seus servidores deve imediatamente reajustar nosso salario de acordo com o reajuste do piso.


Para investir na educação é preciso enfrentar os bancos e empresários


Já ouvimos diversas vezes representantes do Governo e o próprio Pimentel dizerem que o governo anterior deixou o estado de Minas quebrado e que por isso teríamos que ter paciência nas mudanças que virão. Obviamente sabemos bem que o PSDB realmente quebrou Minas Gerais, pois sempre privilegiou o pagamento de dividas aos bancos e a isenção de impostos as empresas para que essas pudessem continuar lucrando como nunca. Por isso defendemos uma ampla auditoria da divida pública e das contas do governo. Entretanto não creditamos que devemos engolir essa desculpa de Pimentel para não implementar as medidas necessárias para mudar a situação da educação no estado.

Minas gerais é o 3°estado mais rico do país e portanto tem sim dinheiro para investir nos setores sociais. Entretanto, o governo, para fazer isso deve escolher um lado: ou está ao lado dos empresários e banqueiros (como fez o PSDB durante 12 anos) ou está ao lado dos trabalhadores. Através do não pagamento das divida, da estatização de empresas estratégicas no estado e do fim da isenção de impostos para as empresas é sim possível a priorização dos setores sociais, incluindo ai a educação. Ou seja, para cumprir com suas promessas Pimentel deve inverter as prioridades do governo, enfrentando as grandes empresas e bancos. Os trabalhadores em educação e a população pobre que necessita da escola pública já cansaram de serem tratadas como ultima prioridade, chegou a hora de lutarmos por uma verdadeira mudança em nosso estado e nosso país.

A eleição dos superintendentes e nossa organização

Com a eleição de Pimentel e com seu compromisso de dialogar com os educadores e alterar essa lógica opressora, a categoria vislumbrou a possibilidade de dar mais um passo em direção à democratização e se organizou para fazer valer seu direito de escolher os Superintendes Regionais. Em nossa opinião foi um processo bastante corrido, pois achávamos que deveríamos ter ido a uma eleição que envolvesse mais a base da categoria. Como não foi possível, mobilizamo-nos, realizamos plenárias em quase todas as regiões do estado e, mesmo com curto espaço de tempo, a categoria escolheu seus representantes e os apresentou ao governo que comprometeu-se a nomeá-los ainda em janeiro.

Entretanto, até o momento, ainda não houve nenhum pronunciamento oficial do governo sobre quando se darão as nomeações dos novos superintendentes. Será muito prejudicial a nossa categoria que se inicie as aulas com os superintendentes, que tanto nos prejudicaram no passado, ainda em seus cargos. O governo deve respeitar a decisão tomada pela categoria e nomear imediatamente os superintendentes escolhidos nas plenárias.

É muito importante que nossa categoria tenha em mente que somente através de nossa organização e de nossa luta é que vamos conquistar nossas reivindicações. Sabemos que os governos tem várias táticas para implementar suas politicas. Uma delas é a cooptação de lideranças do movimento para cargos institucionais que depois podem ser usadas para impor ataques ou mesmo manter as coisas como estão. Por isso em todas plenárias que participamos propomos uma plataforma para esses novos superintendentes, para que eles possam ser a voz da categoria na superintendência e não os aplicadores da politica dos governos na escola.

Portanto não é porque pudemos eleger os superintendentes que vamos deixar nossas reivindicações e lutas de lado, pelo contrario, é hora de fortalecer nossas mobilizações através do nosso sindicato para obter conquistas. Achamos positiva a postura da direção estadual de não abrir mão da critica ao governo e acreditamos que somente mantendo nosso sindicato com independência politica com relação ao governo é que poderemos avançar.

O ano se inicia com muitos desafios, que venham as lutas...

- Pagamento piso salarial (R$1917,78) para a jornada de 24h, com benefícios e carreira

- Reajuste imediato

- Imediata revogação da Co-participação do IPSEMG. Melhoria do antedimento no interior do Estado. Queremos um plano de saúde de qualidade

- Nomeação imediata de todos superintendentes eleitos nas plenárias regionais

ANEXO: Análise da resolução do quadro de escola:




1- Turno noturno: Entendemos que essa reivindicação não foi atendida plenamente pois a resolução determina prioridade para o turno diurno e, apesar de abrir a possibilidade de declaração de trabalho sem a carteira assinada, burocratiza o processo pois a declaração é padronizada e nela contém um informe de que a declaração poderá ser enviada ao Ministério Público, Ministério Público do Trabalho e ao próprio Ministério do Trabalho . Todos sabemos que as relações de trabalho na adolescência são extremamente frágeis, pois os patrões não cumprem com suas obrigações trabalhistas e os jovens se submetem a essa exploração pela necessidade do emprego.

2- Educação física e Ensino religioso nos anos iniciais do ensino fundamental: consta na nova Resolução que a disciplina de Educação Física será ofertada por professores habilitados, conforme a legislação estadual e reivindicação da categoria. Em relação à disciplina de Ensino Religioso, o governo manteve sob responsabilidade do professor regente. Também foi mantida a política de aumentar, OBRIGATORIAMENTE, a jornada de trabalho do professor regente, através da exigência curricular. A medida desrespeita a Lei Estadual 15.434/2005, que trata da obrigação dessa disciplina ser regida por profissional habilitado.

3-Módulo II: O cumprimento da 1/3 da lei do piso foi um pretexto muito bem utilizado pelo governo Anastasia para regulamentar o famigerado módulo II e aumentar o tempo de permanência na escola e, consequentemente, nossa exploração. A resolução de Pimentel mantem exatamente como estava na época de Anastasia.

4- Extensão de Carga Horária: mantém a obrigatoriedade, não permitindo que aqueles que necessitem de CH menor possam tê-la. Mantém a proibição de gozar férias prêmio e a avaliação de desempenho como critério para concessão da extensão.

5- Substituições: determina que só pode haver substituição para ASB após 15 dias de licença, para ATB, EEB e ANE/IE, 30 dias e ATB financeiro só em caso de vacância, mantém também a proibição de designação de substitutos no caso de férias regulamentares desses cargos. Está mantida, portanto a lógica da super exploração, pois os colegas terão que fazer o trabalho de quem está de licença médica ou de férias.

6- dispensa do designado por ofício: mantém a absurda penalidade de três anos

7- Composição de turmas: para os professores, aqui está a maior decepção pois o governo Pimentel manteve as mesmas regras dos governos do PSDB: turmas superlotadas só podendo desmembrá-las após exceder o que determina a legislação em mais de 10 alunos e ainda abre brecha para fechamento ou ajuntamento de turmas, uma vez que não permite que haja turmas com número menor do que determina a legislação. Ou seja, a mesma lógica dos governos anteriores: mais alunos pode, menos não.

8- Escolarização e habilitação: no anexo há uma exigência que ainda não conseguimos compreender: boa parte da exigência contempla apenas a licenciatura curta.


Comentem e entrem em contato com o  Movimento Educação em Luta e com a CSP Conlutas e hora de uma ampla unidade em defesa de nossos direitos.

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Este Governo não me representa.

Em uma matéria no Jornal O Tempo, o agora ex governador Antônio Anastasia, disse que todos estavam satisfeitos com o seu Governo, e que apenas o SindUTE não estava, o que é uma grande mentira, sabemos bem que seu Governo não nos representa.

Estamos indignados com este governo que não paga o piso, destruiu nossa carreira, retirou direitos, sucateia as escolas e apenas faz propagandas. E agora os trabalhadores da Lei 100 podem perder seus empregos a qualquer momento e o governo não apresenta uma solução.

Estas fotos abaixo é apenas um exemplo que somos professores e não estamos satisfeitos com o Governo do PSDB.

Vamos todos fazer fotos assim e divulgar nas redes sociais, para demonstrar nossa indignação.
































quinta-feira, 27 de março de 2014

Lei Complementar 100 é julgada inconstitucional - Porém temos que defender todos os direitos das (os) trabalhadoras (es) em Educação

No dia 26 de março o STF, após longa espera, julgou inconstitucional a LC 100, nesta decisão a corte manteve os direitos dos que já se aposentaram e daqueles que até irão se aposentar dentro de 12 meses,
manteve também o direito daqueles trabalhadores. Mas cerca de 70 mil trabalhadoras (es) se encontram na incerteza de que terão garantidos seus direitos. 

Pairam várias dúvidas. Como ficam a situação das ASB's que não tiveram seu concurso homologado no passado? Como ficam aqueles que mesmo tendo a qualificação exigida e não passaram no concurso ou não fizeram?

Temos que lembrar que quando o governador Aécio Neves criou a lei 100 em 2007 ele tinha plena consciência de que estava cometendo um ato de inconstitucionalidade, porém entre quitar uma dívida com o INSS ou jogar milhares de servidores numa insegurança jurídica por anos, Aécio escolheu a segunda opção.

Anastasia assumiu no governo seguinte e manteve a mesma política de enganar a categoria "garantindo" uma tranquilidade e segurança que não existia, chegando mesmo estimular que os servidores alcançados pela
lei 100 não fizessem o concurso público realizado em 2011.

Nessa política Aécio e Anastasia puderam, ainda, contar com o apoio da APPMG que, da mesma forma que o governo, criava uma falsa expectativa de manutenção da lei, principalmente entre os Auxiliares de Serviços Gerais. Essa associação enviava frequentemente às escolas notícias sobre a lei que reafirmavam sua manutenção aumentando assim a credibilidade numa estabilidade que não existia. Além de enganar a
categoria, Anastasia e APPMG ainda tentavam coloca-la contra o SindUte, difundindo falsas informações e boatos sobre o sindicato.

Essa tática de divisão da categoria tem sido adotado há anos pelo governo de Minas e foi aprofundada com a lei 100. Nesse processo o governo saiu fortalecido e os educadores enfraquecidos o que facilitou ao governo implementar sua política de desmonte da nossa carreira, da retirada de direitos, do arrocho salarial e da opressão nos momentos de luta da categoria.

Em 2007 o SindUTE Estadual vacilou entre defender os trabalhadores ou defender o concurso público. Nós da CSP Conlutas e do Movimento Educação em Luta dizemos que a culpa não era dos trabalhadores por
aquela situação e sim do Governo que não realizava concurso público e priorizava o processo de designação por anos a fio, algo que continua nos dias de hoje.

Agora, diante da sentença de inconstitucionalidade decretada pelo STF, Anastasia deve uma resposta aos servidores que encontram-se nessa situação. O governo que criou uma falsa lei para solucionar seus
problemas financeiros deve garantir que não fiquem desempregados os que foram colocados por ele nessa condição.

A CSP Conlutas e o MEL, Movimento Educação em Luta , defende que os trabalhadores tenham uma resposta imediata que traga tranquilidade e dê condições para que os servidores possam continuar com suas
atividades nas escolas e nas SREs. Exigimos também que sejam mantido os direitos adquiridos no período de vigência da lei. Não aceitaremos nenhuma demissão nenhuma retirada de direitos e nem enrolação.

Cabe o SindUTE MG a defesa incondicional de todos os trabalhadores que agora correm o risco de cair no desemprego fruto de uma politica de um governo que destrói a educação em MG.

É hora de lutarmos juntos para que nossos companheiros não fiquem desamparados. Nosso inimigo é o governo que tenta nos dividir e que promove situações como a que vivem hoje os trabalhadores da lei 100.

No dia 24 de abril temos nossa assembleia estadual da educação. É necessario fazer nesse dia uma forte paralisação nas escolas e uma grande assembleia que pressionae o governo com exigencias concretas sobre a situação dos servidores da lei 100 e a nossa campanha salarial.


Não à precarização dos empregos

Não à divisão da categoria

Direitos iguais para trabalho igual

domingo, 29 de setembro de 2013

Campanha de solidariedade ao professor André Nogueira e contra a criminalização dos movimentos sociais



O professor e diretor da subsede do Sind-ute Juiz de Fora André Nogueira foi agredido e detido pela Policia Militar de Minas Gerais sob o comando do Governador Anastasia na greve da educação em 2011. Quase dois anos depois pode ser condenado a 6 meses de detenção.

O ano de 2011 foi marcado pela maior mobilização em defesa da educação pública de Minas Gerais, foram 112 dias de greve nas escolas estaduais. A comunidade escolar se juntou aos educadores nas reivindicações por uma escola pública e de qualidade.

No entanto, o governo de Minas Gerais não atendeu às pautas mais importantes da comunidade e usou de métodos antidemocráticos como o corte de ponto e a substituição de grevistas, ferindo a constituição brasileira.

Em Juiz de Fora o ápice da barbaridade do governador foi a detenção do professor André Nogueira, diretor da subsede do Sind-UTE (Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais), em uma manifestação de estudantes em solidariedade à greve da educação estadual.

Em um ato pacífico, a Polícia Militar, a comando do governo, agiu com truculência e ameaça aos alunos, incluindo a tentativa de agressão física aos manifestantes.

Ao evitar o atropelamento dos alunos provocado pela Polícia Militar, o professor André foi jogado ao chão e detido de forma brutal, ficando algemado por cerca de duas horas, o que lhe ocasionou vários hematomas pelo corpo.

Além de sofrer agressão física e moral, o professor André está sendo processado por desobediência, o que pode acarretar em uma condenação de 6 meses de detenção. A audiência de julgamento está marcada para o dia 02/10 às 14h no Juizado Especial Criminal em Juiz de Fora.

Todos Contra a Criminalização



Essa ação da Polícia Militar e do governo de Minas Gerais pode abrir um caminho muito perigoso para os trabalhadores e ativistas sociais. Pode abrir uma “onda” de criminalização em nosso estado. Não vamos permitir que pessoas que estão na luta por direitos sejam criminalizadas.

Essa Luta é de todos nós. Aqueles que acreditam na liberdade de expressão e que defende o direito de lutar por melhorias devem fazer parte desta campanha.
 
Por isso estamos fazendo uma ampla campanha contra a criminalização dos movimentos sociais e para a imediata absolvição do professor André Nogueira.
Vamos Fazer um grande ato no dia 02/10 em frente a Juizado Especial Criminal em Juiz de Fora, todos devem estar neste ato. Nenhum Lutador pode ser criminalizado!

Lutar é um direito!

Subsede Sind-ute Juiz de Fora

Queremos reajuste de verdade, 5% não cobre nem a inflação. FORA ANASTASIA!


Mais uma vez o Governo de Minas mostra sua política de precarização da educação em nosso estado. Mesmo depois da denuncia de que o governo deixou de investir em 10 anos mais de 8 bilhões na educação e de que a cada dia 5 profissionais pedem exoneração, o Governador Anastasia tem a cara de pau de ir a mídia dizer que a proposta de reajuste de 5% é uma grande avanço para os educadores. Como se estivesse fazendo um favor à categoria.

Nossa categoria está em campanha salarial desde maio desse ano, e só agora em setembro temos alguma resposta, logo o governo já economizou vários meses por não fechar um acordo antes. Sem contar que esse aumento não cobre a inflação do ano, muito menos cumpre o reajuste proposto pela lei do piso, ou seja, na verdade nosso salário vai continuar valendo menos. Além disso, o governo do PSDB não admite que a questão da baixa remuneração dos profissionais da educação do estado é um dos principais fatores que faz com que muitos profissionais se demitam das escolas e abandonem o projeto de trabalhar na educação.

Na proposta apresentada não é nem citado o reajuste do custo aluno (7,97% em 2013), que deveria servir como base para o rejuste dos salários e muito menos foi colocado pelo governo a discussão da volta de nossa carreira de forma integral e a questão do pagamento do piso. Novamente o governo se utiliza de manobras contábeis para tentar enganar a categoria e a população.

 O projeto de educação do PSDB não nos serve

Sabemos que esse projeto de educação implementado pelo PSDB em Minas é o projeto da elite brasileira, que não tem interesse nenhum em dar uma educação de qualidade para os filhos da classe trabalhadora. E infelizmente, mesmo que muitos ainda tenham receio de dizer (pela referencia de luta que um dia esse partido foi) o PT não vem fazendo nada de diferente no Governo Federal. Aliás, muitas das políticas do governo Mineiro são aplicadas pelo governo Dilma.




As jornadas de junho nos mostraram que é só quando o povo vai pra rua que os governantes se movem para atender nossas reivindicações, portanto, é hora de avançar na nossa organização e trazer junho pra dentro das escolas, nos organizando para lutar contra esse governo e sua política neoliberal para educação em Minas.




Para ter educação de qualidade: FORA Anastasia!



 Só a pressão do movimento fez o governo recuar do congelamento



A intenção do governador era não dar nenhum reajuste para a educação neste ano e manter totalmente congelada nossa carreira até 2015. Ele recuou porque houve pressão da categoria e da população que questionou nas ruas sua forma de governar.

As jornadas de junho mostraram o verdadeiro caráter desse governo. Anastasia mandou a Policia Militar reprimir o movimento de forma brutal, que resultou na morte de dois jovens, e sem nenhum tipo de dialogo. Desde o início do ano nossa categoria vem se mobilizando através de várias paralisações, que em junho se unificaram com os grandes atos massivos em BH. O acampamento na porta da casa do governador tem sido uma forma de chamar a atenção da sociedade e da mídia para a situação da educação em Minas.




Fim do Subsidio

Reajuste abaixo da inflação não dá

Piso nacional JÀ!