domingo, 21 de agosto de 2011

Foi dada a largada: confira as manifestações que ocorrem de Norte a Sul do país na Jornada de Lutas

CSP-CONLUTAS


• A CSP-Conlutas, junto com outras entidades combativas, realiza nesta semana a Jornada Nacional de Lutas, de 17 a 26 de agosto. Trabalhadores, estudantes, movimento popular e de luta contra as opressões preparam atos, passeatas, paralisações, assembleias e diversas formas de manifestações que culminarão num grande ato em Brasília na próxima quarta-feira (24).

O objetivo da iniciativa é protestar contra os ataques promovidos pelo governo de Dilma Rousseff aos trabalhadores e ao conjunto da população como, por exemplo, o corte de R$ 50 bilhões do orçamento.

A CSP-Conlutas se posicionará contraria ao projeto “Brasil Maior”, que dá incentivos fiscais às grandes empresas, principalmente, multinacionais. Também será denunciada pela Central a verba de R$ 40 bilhões entregue às empreiteiras para obras da Copa e das Olimpíadas.

“São bilhões de reais entregues aos empresários, mas são negados reajustes salariais para as categorias que estão em campanha salarial sob o argumento de que ‘é preciso manter a economia estável’ e é vetado o aumento real dos aposentados”, salienta o dirigente da Executiva da CSP-Conlutas, Atnágoras Lopes.

A jornada também pretende fortalecer e unificar as mobilizações que vem acontecendo no país e as campanhas salariais, entre elas, bancários, petroleiros, metalúrgicos e servidores públicos federais.

Os trabalhadores em educação que protagonizaram Greves em vários estado do pais neste ano. E que ainda estão em Greve em Minas Gerias, a mais de 70 dias, e no Ceará. Participarão da Jornada em Brasilia com a reivindicação da aplicação de 10% do PIB para a educação pública já, e também cobrando a aplicação do Piso salarial nacional. É fundamental que o Ministro Hadad e a Presidenta Dilma exija o cumprimento da lei imediatamente.

Em Minas Gerais, haverá Assembleia Geral do Sindute no dia 24 as 14 na praça da ALMG. Porém haverá uma delegação da CPS CONLUTAS que irá a Brasilia, demonstrar a força da Greve em Minas. Caso queira participar da marcha entre em contato conosco.

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sexta-feira, 19 de agosto de 2011

Jornada de Lutas: cerca de mil pessoas participam de ato na Praça Sete, em Belo Horizonte. E solidarizam com a Greve da Rede Estadual


Em Belo Horizonte (MG), o ato da Jornada Nacional reuniu mais de mil pessoas, nesta quinta-feira (18). A manifestação contou com a participação de operários metalúrgicos, trabalhadores em educação das redes municipal e estadual, servidores públicos, estudantes, trabalhadores da saúde e moradores de ocupações urbanas.

Na praça Afonso Arinos, às 08h, os profissionais em educação da rede de BH reuniram-se em assembleia e, dentre vários encaminhamentos, definiram por marcar uma assembleia com indicativo de greve para o dia 02 de setembro. Os trabalhadores em educação da rede pública de Belo Horizonte também solidarizaram-se com a greve dos professores estaduais. Foi votada uma resolução de que os filiados ao sindicato contribuam com o fundo greve do estado. Por fim, pudemos demonstrar aos governos que os trabalhadores vão se manter unidos na luta pela construção de um mundo mais justo e digno para toda a população.
 
Os metalúrgicos, a Federação Sindical e Democrática dos Metalúrgicos de Minas Gerais (FSDTM) e a CSP-Conlutas realizaram um ato público na sede da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg). Foi entregue a carta de reivindicações da categoria para marcar o lançamento oficial da Campanha Salarial Unificada de 2011.

Após a atividade, saíram em passeata em defesa da educação pública de qualidade até à praça Sete onde se juntaram à comunidade Camilo Torres, trabalhadores metalúrgicos e da mineração. Com mil pessoas nas ruas, os trabalhadores denunciaram a falta de investimento em educação e saúde de qualidade, além exigirem 10% dos royalties do Minério extraído no Brasil.

Na praça sete, o trânsito foi fechado por quase meia hora. Após um abraço na praça, o ato foi direcionado em defesa da legitima e heroica Greve dos trabalhadores em Educação de Minas Gerais, que já dura mais de 70 dias. Em cima do carro de som do SindUTE as falas foram para cobrar do Governo Anastasia o cumprimento imediato da lei do piso.

A CSP CONLUTAS, disse para toda a população qual a real situação da educação em MG, explicando que o culpado pela falta de aulas é de Anstasia e Ana Gazola que se recusam a negociar e aplicar o piso reivindicado pela categoria. Mas que é necessário, também, revogar a lei do subsidio. Também se cobrou uma posição do Governo Dilma em exigir a aplicação da lei do Piso em todo o país. Este ano mais de 18 estados entraram em Greve e o Governo Federal somente ontem disse que as Greves são legitimas. Porém isto é pouco, é necessário que Dilma exija o cumprimento da Lei.

À tarde, Jornada de Lutas segue com a Plenária da campanha “O Minério tem que ser nosso”

Logo após os atos públicos, às 14h, os manifestantes seguirão ao Hall das Bandeiras, na Assembléia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), onde acontece o lançamento da campanha “O Minério tem que ser nosso”. Em um ano decisivo em que vários projetos que tratam da mineração no país serão votados, como o Novo Marco Regulatório e o Plano Nacional da Mineração 2030, a campanha surge para defender que as riquezas naturais do país estejam a serviço das necessidades da população e não só do lucro das grandes empresas.

Gustavo Olimpio
Com informações da CSP-Conlutas MG e Sindrede.

TRABALHADORES E ESTUDANTES DE UBERLÂNDIA, NO TRIÂNGULO MINEIRO, FAZEM ATO UNIFICANDO DOIS COMANDOS DE GREVE

Cerca de 250 trabalhadores e estudantes fizeram ato e passeata nas ruas de Uberlândia. A manifestação unificou dois comandos de greve: dos professores estaduais e dos técnicos da Universidade Federal de Uberlândia UFU. Estavam presentes também representações dos Movimentos sociais MPRA (Movimento Pela Reforma Agrária), MST, estudantes de diversos coletivos e CAs da UFU e estudantes secundaristas apoiando as greves.

No ato foram denunciados os ataques feitos pelo governador de Minas Anastasia (PSDB) que além de cortar o ponto dos grevistas, está substituindo os professores do terceiro ano do ensino médio. Estudantes deram apoio chamando todos a não aceitar outro professor no lugar dos grevistas.

Gilber, professor do comando de Greve do Estado e da CSP CONLUTAS, colocou que os 72 dias de greve estadual mostram o descaso do governo com a educação do estado e denunciou também o governo Dilma que além de cortar verbas da educação ainda propõe um PNE (Plano Nacional de Educação) que não atende a uma Educação Pública e de Qualidade para os filhos dos trabalhadores, destinando apenas 3% do PIB e parte destas verbas para a iniciativa particular.
Os companheiros do Comando de greve dos Técnicos da UFU denunciaram o governo Dilma por implementar os projetos de privatização dos hospitais Universitários, privatização da saúde e da educação e por não atender as reivindicações da categoria.

As palavras de ordem da juventude entre outras "ô ô ô Dilma não tem vergonha não, aumenta seu salário e privatiza a educação! È já, é já,10% do PIB já! Alegres por estarem unificando grevistas e a juventude em defesa da saúde e educação públicas,os manifestantes agitavam bandeiras intercalando falas e uma animada bandinha.
Betânia - professora do Comando de Greve da educação e membro da CSP CONLUTAS

terça-feira, 16 de agosto de 2011

A GREVE CONTINUA

Os trabalhadores em Educação de Minas Gerais decidem pela continuidade da Greve.
A reunião entre o Sindute, o Ministério Público e o governo não trouxe nenhum avanço no que já vinha sendo dito.

O governo Anastasia mantém a posição de que a forma remuneratória no Estado de Minas Gerais agora é o subsidio, que sabemos bem o que significa para a nossa carreira, isto é, sua completa destruição.

Não aceita nem discutir o piso em sua proporcionalidade, já que o próprio MEC diz que o piso é de R$ 1187,87 para uma jornada de 40 horas semanais, para cargos de nível médio. Isto significa que o piso em MG deveria ser de R$ 712,87 para a nossa jornada de 24 horas, isto para cargos de nível médio. Para quem tem licenciatura plena o piso, segundo a formula do MEC e adequado a nossa carreira que prevê 22 % para cada nível de escolaridade, ficaria por volta de R$ 1026,00, soma-se a isto nossas vantagens como pó de giz, biênios e quinquênios (para quem ainda os tem) além das Gratificações do plano de carreira. A direção do Sindute disse em assembleia que aceitaria até mesmo avaliar esta proposta. A CNTE diz que o Piso deveria ser de R$ 1597,97.

O problema é que nossa situação de miséria é tao grande que mesmo esta proposta rebaixada ainda aparente ser vantajosa.

Nós do Movimento Educação em Luta e da CSP CONLUTAS acreditamos que nossa luta tem que ser por um piso que de fato nos valorize, que na nossa avaliação é o piso do DIEESE para uma jornada de 20 horas de trabalho e com 50% de hora atividade.

Outra questão importante que temos que avaliar é que até agora o Governo Dilma, não soltou uma linha cobrando dos governadores o pagamento imediato do piso. Já que o STF determinou que a lei é legal. Por isto temos que exigir que Dilma se pronuncie sobre este tema e que se cumpra a lei o mais rápido possível. Este ano 18 estados entraram em Greve e até agora o Governo Federal se manteve calado.

Nossa Greve por estes motivos continua. E ela tem folego para crescer.

Portanto é fundamental que participemos da jornada de lutas aprovada em nossa assembleia e chamada pela CSP CONLUTAS, MST, Via Campesina, ANEL e diversas outras entidades para este mês de agosto.

DIA 18 DE AGOSTO
9 horas - Assembleia do Sindense BH na praça Afonso Arinos, após passeata até a praça sete
11:30 horas Praça Sete – Ato em solidariedade a Greve da Educação em Minas, Em defesa da Escola Publica e pelo pagamento do Piso Salarial.
14 horas – Pátio da ALMG – Lançamento da Campanha o Minério Tem que ser Nosso
Atos nas principais cidades.
DIA 24 DE AGOSTO.
Em BH
Assembleia da Educação em MG em Belo Horizonte - Praça da Assembleia as 14 horas - Ato dos Movimentos Sociais em Defesa da Greve da Educação.
Ato em Brasília – DF
Marcha em Defesa de nossos Direitos e pela aplicação dos 10 % do PIB Já para a Educação Pública.
Se incorpore a marcha, entre em contato com a CSP CONLUTAS pelo telefone: 3271-2406 ou deixe um comentário aqui.

Qual é o PISO pelo qual lutamos?

Piso salarial é a base de uma remuneração. Em outras palavras, é o menor salário de uma categoria profissional ou o salário inicial de uma carreira.

Quando uma lei, editada por um governo, diz que o piso de uma categoria profissional será de X e que para compor este valor serão consideradas as vantagens pessoais, abonos, etc. esta lei já nasce com problema. Diz-se que a lei nasce com um vício de origem ao admitir que o conceito de PISO SALARIAL pode ser outro que não o citado acima.

A tão famosa lei do “Piso Nacional para Educação”, editada pelo governo LULA, apresenta este vício em seu artigo3º:

"§ 2o Até 31 de dezembro de 2009, admitir-se-á que o piso salarial profissional nacional compreenda vantagens pecuniárias, pagas a qualquer título, nos casos em que a aplicação do
disposto neste artigo resulte em valor inferior ao de que trata o art. 2o desta Lei, sendo resguardadas as vantagens daqueles que percebam valores acima do referido nesta Lei."

Os parágrafos 1º e 3º do artigo 2º, citados abaixo, quando analisados em conjunto levam a um terrível problema de interpretação: Jornadas de trabalho inferiores a 40hs podem ser remuneradas com valores proporcionalmente menores que o do Piso Nacional?

Esta é a interpretação com a qual os governos têm trabalhado.
Nossa interpretação é que o piso deixa de ser Nacional se não for aplicado para todas as jornadas até 40h.

Não resta dúvida que esta esta é a interpretação mais favorável aos trabalhadores. No entanto, seria tampar o sol com a peneira acreditar que a intenção do governo federal não foi de fato instituir um piso para uma jornada de 40h. Portanto, trata-se de uma traição à luta dos trabalhadores deste país.

"Art. 2o O piso salarial profissional nacional para os profissionais do magistério público da educação básica será de R$ 950,00 (novecentos e cinqüenta reais) mensais, para a formação em nível médio, na modalidade Normal, prevista no art. 62 da Lei no 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as diretrizes e bases da educação nacional.§ 1o O piso salarial profissional nacional é o valor abaixo do qual a União, os Estados, o Distrito Federal e os Municípios não poderão fixar o vencimento inicial das Carreiras do magistério público da educação básica, para a jornada de, no máximo, 40 (quarenta) horas semanais.

§ 3o Os vencimentos iniciais referentes às demais jornadas de trabalho serão, no mínimo, proporcionais ao valor mencionado no caput deste artigo."

De acordo com o ministro da educação, Fernando Haddad, o piso corrigido para 2011 deve ser de 1197 reais. De acordo com os cálculos da CNTE, se aplicada a correção correta, este valor seria 1597,87 reais.

No artigo artigo 2º & 4, desta mesma lei, fica definido que 1/3 da jornada de trabalho dos professores deve ser destinada a estudo e planejamento.

Alguns governadores, em sua maioria do PSDB, mas não só tucanos, entraram com uma ADIN (ação direta de inconstitucionalidade) contra este parágrafo e contra a determinação que, a partir de 2010, o piso deva ser salário base, sem nenhuma vantagem.

Em maio, o STF julgou que não há inconstitucionalidade na lei número 11738/08 (lei do piso), portanto a lei é válida em todos os seus artigos inclusive este.

No entanto não defendemos a atual lei do piso, lutamos por uma nova lei que:
1- Aplicação imediata do piso de 1597,87 para as jornadas existente até 40h
2 - Alteração na lei federal no sentido de definir a jornada referência para o piso nacional da educação em 20h
2 - Piso nacional de R$ 2.293,31; valor apontado pelo DIEESE
3- 1/3 da jornada para planejamento.
4- Carreira única para a educação básica com o mesmo vencimento para profissionais com a mesma escolaridade independente do nível de ensino em que atua (educação infantil, ensino fundamental ou nível médio)

EDUCAÇÃO EM DEBATE

No primeiro semestre deste ano, os temas relacionados à educação estiveram em pauta na mídia e na sociedade.

O governo Dilma abriu o ano com um corte de 50 bilhões de reais no orçamento. E, desse montante, 3 bilhões foram retirados da educação. No senado, o cenário de ataque não foi diferente. Os senadores aprovaram um projeto de lei que aumenta a carga-horária do Ensino Básico para 960 horas. Enquanto isto, dentro da escola, crianças enfrentaram o descaso do governo com a educação. Com a falta de investimento em segurança e em educação, o país assistiu às atrocidades do caso Realengo, no Rio de Janeiro, que resultou na morte de 12 crianças.

Mas o setor não ficou calado. Em meio a um cenário de explosão de greves da educação por todo país, Amanda Gurgel, a professora que virou hit na internet quando descreveu com precisão o caos educacional brasileiro em uma audiência pública, no Rio Grande de Norte, fez ecoar as vozes silenciosas de uma categoria que luta e não se rende. Outra demonstração de força foi o julgamento do Supremo. Os juízes do STF declararam que a lei do piso é constitucional. Isto contrariou a posição de cinco governadores que buscavam declarar esta lei inconstitucional.

No entanto, a luta dos trabalhadores em educação é árdua. Os debates sobre o novo Plano Nacional de Educação e a necessidade urgente de maior investimento do PIB no setor são eixos fundamentais para que este tema não seja perene tampouco tratado de maneira supérflua.

A começar pelo PNE que tramita no Congresso Nacional, com apoio do AGCS/OMC (Acordo Geral de Comércio de Serviços da Organização Mundial do Comércio). Este Novo Plano dilui o dever do Estado na garantia do direito à Educação Pública institucionalizando as Parcerias Público Privadas (PPP’s) e rifando o protagonismo histórico dos educadores. Cabe lembrar que o PNE, que expirou em dezembro de 2010, não chegou a cumprir nem 2/3 das precárias metas que se propôs em dez anos, nem sequer chegou a investir 4,5% do PIB na Educação e agora
tenta provar que o Estado fracassou, o que justificaria o apoio das empresas privadas. O Estado não fracassou e sim as políticas de governos descomprometidas com a classe trabalhadora que – cinicamente – tentam conciliar justiça social com mercado e continuar desviando verbas públicas
para os setores privados.

Não por acaso, os trabalhadores estão em campanha pela implementação do 10% do PIB Já para a educação pública. Isto faz parte da compreensão de que as péssimas condições de trabalho, as greves e paralisações pelo país, a violência nas escolas e todo este cenário caótico são reflexos
da falta de investimento do governo em setores básicos da sociedade, dentre eles, a educação.

Portanto temos que nacionalizar nossas lutas. As razões das greves dos professores sejam
municipais, sejam estaduais, em todo país, são as mesmas. Não há diferença. Pois os problemas
estruturais da educação só serão resolvidos em conjunto.

Fonte: Jornal do Sindrede BH - Julho 2011

Aos professores substitutos e à comunidade


Aos professores substitutos e à comunidade
Como sabemos, o governo de Minas Gerais autorizou a contratação de professores para substituir os grevistas nas aulas do terceiro ano do Ensino Médio. Em um contexto no qual os professores lutam não apenas por melhores salários, como pela reconstrução da já debilitada carreira a partir dos ataques impostos pela lei do subsídio, o governo do Estado procura através desta medida dividir o movimento e se esquivar das reivindicações colocadas a mais de dois meses pelos grevistas.
Em um quadro marcado pela permanente precarização do ensino público estadual, marcado pela falta de professores, sobretudo habilitados, em que a carreira de professor já é vista como uma alternativa indesejada pela maioria dos nossos jovens, perguntamo-nos: qual é o compromisso deste professor recém-contratado ao substituir aqueles que lutam pela melhoria do ensino público estadual?
Esta medida levada a cabo pelo governo do estado, antes de se preocupar com o destino dos alunos que estão prestes a concorrer por uma vaga na universidade, pelo contrário, precariza ainda mais o ensino destes, ao mesmo tempo em que procura desmobilizar aqueles que até o presente momento tem se mantido de pé na luta por uma educação pública de qualidade.
Neste sentido fazemos neste momento um duplo chamado!
Por um lado convocamos você professor substituto de grevista a se somar à luta dos trabalhadores de sua categoria! Venha ajudar a golpear uma vez mais este governo autoritário que quer acabar com qualquer possibilidade de manifestação dos trabalhadores!
Convocamos os pais e a comunidade em geral a apoiar a greve dos trabalhadores em Educação como única forma de garantir um ensino de qualidade e gratuito para o seu filho!
Movimento Educação em Luta Acesse o blog e faça parte deste movimento: educacaoemlutamg.blogspot.com

CONTRA OS ATAQUES DE ANASTASIA, É FORÇA NA LUTA E SOLIDAREIDADE

Nesta ultima semana o governo Anastasia desferiu outro ataque fascista sobre os educadores de Minas em greve. Depois de ter cortado o ponto dos grevistas agora quer substituí-los, com a desculpa de não prejudicar os estudantes do terceiro ano que tentarão ingresso nas universidades. Nada mais falso. As condições da escola pública já prejudicam o aluno. Se houvesse, alguma preocupação por parte do governador com a educação, este impasse de mais de 60 dias de greve já teria sido resolvido, implementando o piso de R$ 1597,87 para 24 horas, reivindicado pela categoria e pondo fim ao subsidio que, insistimos NÃO É CARREIRA PROFISSIONAL.

A farsa do subsidio foi desmascarada esta semana. No dia 10, mais de 150 mil trabalhadores voltaram para a carreira antiga. Por este motivo o governo esta pressionado. Temos que dizer em alto e bom som que queremos uma carreira digna já. Queremos biênios e qüinqüênios para todos. E por isto não basta somente voltarmos para a carreira antiga, temos também que lutar pelo fim desta nefasta lei do subsidio e não permitir que os novos concursados já entrem nesta forma remuneratória.

Esses ataques mostram que o governador, mais do que nunca, quer derrotar a nossa greve. Por isso temos que contra atacar. Em várias regiões estamos tendo o APOIO DA COMUNIDADE com pais e estudantes ao nosso lado nas manifestações, exigindo que o governo atenda os grevistas; também temos conseguido bravamente manter e ampliar os COMANDOS DE GREVE com atividades nas grandes cidades de Minas; nosso FUNDO DE GREVE (para auxiliar os companheiros que estão passando dificuldades) está nas ruas, chamando a sociedade, entidades sindicais, movimentos populares e políticos a se solidarizar com nossa luta; atividades conjuntas com outras categorias em greve e em luta estão sendo organizadas por toda parte; jornadas de lutas unificadas e a disposição dos educadores de não permitir a demissão e substituição dos grevistas.

Nesta semana ocorreu em Belo Horizonte uma reunião com as centrais e sindicatos que decidiram chamar a unidade em defesa da greve da Educação. Foi elaborado um manifesto em solidariedade, e esta solidariedade deverá se concretizar em ações de defesa da nossa Greve. Estavam presentes nesta reunião a CSP CONLUTAS, CUT, UGT, MST e Via Campesina.
Mas é necessário que o governo Dilma (PT) se pronuncie imediatamente pelo cumprimento do piso salarial e também cobrando do judiciário a publicação do acórdão. A Presidenta e o Ministro Haddad não podem ficar calados enquanto os Governadores não cumprem a lei.

R$ 1597,87 Já, para 24 horas de trabalho.
Rumo ao piso do DIEESE
Pela Reconstrução de nossa carreira!
Revogação da lei do Subsidio já
COMO COMBATER O CORTE DE PONTO E A SUBSTITUIÇÕES DOS GREVISTAS? 

Em primeiro lugar nossa INDIGNAÇÃO tem que se transformar em revolta.

Não podemos deixar que o governo nos substitua em sala de aula Temos que unir, comando e estudantes, e convencermos os jovens professores a juntar-se a nós para defendemos a educação pública, afinal diversos destes jovens professores estarão sofrendo com os ataques desferidos por este governo, e também não podemos permitir que profissionais que não tenham a mínima formação com a educação sejam contratados. Barrar estas contratações usando todas nossas armas, barulhaço, panelaço, apitaço na hora das designações. 

Precisamos intensificar a coleta de fundo de greve em todos os locais, sindicatos, organizações igrejas, feiras livres, universidades, parlamentares que dizem nos apoiar, pedágios e todas as atividades possíveis.

Em segundo lugar é necessário o SINDUTE estadual intensificar o trabalho de mídia esclarecendo a população que a nossa luta é em deseja da escola publica, gratuita e de qualidade.

Em terceiro tomar as medidas já votadas contra os fura greves do conselho geral e do sindicato que desde o início vem prejudicando a nossa greve.
JORNADA NACIONAL DE LUTAS
10% DO PIB JÁ, PARA A EDUCAÇÃO PÚBLICA. 

Por todo o país temos assistido ao crescimento das lutas dos trabalhadores e trabalhadoras. Às mobilizações generalizadas, que atingem o setor da educação em todas as regiões do país, somam-se greves do setor metalúrgico, da construção civil, na mineração, dos servidores municipais, servidores estaduais, e em mais uma longa lista de setores, que buscam melhorar seus salários e condições de trabalho. Os servidores públicos federais lutam pela valorização do serviço público e pela melhoria dos seus salários. Bombeiros e policiais de praticamente todos os estados cobram melhores salários e condições de trabalho. Os estudantes lutam por um ensino público de qualidade e direito ao transporte. 
Na Educação as greves que estouram no país foram, principalmente, em defesa de um piso salarial e pela carreira. Desde o ano passado assistimos a eclosão destas greves. Porém não é possível ter educação de qualidade se não houver recursos. O governo Dilma (PT) segue investindo muito pouco na educação. O PNE do governo prevê somente 7% do PIB, isto para 2021. Queremos 10% do PIB já para a Educação Pública.

Em defesa destas lutas a CSP CONLUTAS, o MST, ANDES-SN e diversas entidades chamam uma jornada de Lutas contra os ataques desferidos por estes governos e em defesa de nossos direitos. É fundamental que o SINDUTE incorpore a esta jornada no dia 24 de agosto haverá uma grande marcha a Brasília para cobrar do governo Dilma que não retire direito algum dos trabalhadores, que garanta os direitos previdenciários, que aumente os nossos salários, e que aplique 10% do PIB já, para a educação pública. Participe desta luta entre em contato. 

CALENDÁRIO DA JORNADA DE LUTAS
DIA 18 DE AGOSTO
11:30 horas Praça Sete – Ato em solidariedade a Greve da Educação em Minas, Em defesa da Escola Publica e pelo pagamento do Piso Salarial.
14 horas – Pátio da ALMG – Lançamento da Campanha o Minério Tem que ser Nosso
Atos nas principais cidades.
DIA 24 DE AGOSTO.
Ato em Brasília – DF
Marcha em Defesa de nossos Direitos e pela aplicação dos 10 % do PIB Já para a Educação Pública
Se incorpore a marcha, entre em contato com a CSP CONLUTAS pelo telefone: 3271-2406 ou deixe um comentário aqui.