quinta-feira, 24 de novembro de 2011

GOVERNO IMPÕE O SUBSIDIO - TEMOS QUE CONTINUAR NOSSA LUTA

Ontem a noite foi aprovado o substitutivo do projeto de lei 2355, que coloca todos os trabalhadores em educação de volta ao subsidio. Foram 51 votos a favor e 20 contra. Este substitutivo foi entregue na ALMG no dia 22 de novembro e aprovado um dia depois. Significa que os 50 deputados que votaram a favor mal conheciam este projeto de lei e votaram de acordo com a ordem do Governo, se colocando como inimigos da educação em Minas.

Durante todo o dia o clima foi tenso na Assembleia, que estava cercada por um forte aparato policial. Dur
ante a manhã o acesso ao plenário foi proibido para a categoria que estava presente. Os Educadores simplesmente queriam se fazer ouvir pelos deputados. A tarde o plenário foi aberto porém os trabalhadores tinham que passar pelo constrangimento de terem seus documentos fotografados, deixar sombrinhas e garrafas de água do lado de fora, além de terem bolsas e mochilas revistadas. Mesmo assim as galerias foram tomadas e os deputados tiveram que ouvir que nós queremos piso e não subsídio.

Ficou claro para todos que não podemos ter confiança no parlamento. Ontem os deputados deram mostra de que não n
os ouvem e votaram de acordo com a conveniência do Governador. Somente com nossa mobilização podemos ter nossos direitos garantidos.

Com este medida o governo o governo coloca uma pá de cal em nossa carreira. Ele diz que paga acima do piso mas isto se deve ao fato de que o subsidio e a soma de todas as vantagens duramente conquistadas. É um absurdo que um trabalhador em educação ganha, somando tudo apenas R$ 1320,00 como ele anuncia. E fala de que o estado está quebrado cai por terra quando vemos as obras da copa de vento em popa e as concessões para as empresas com a desculpa da crise econômica.

A nossa Greve de 112 dias conseguiu desmascarar Aécio e Anastasia. Poderia ter sido mais forte mas a CNTE e a CUT se recusaram a chamar uma greve naciona em defesa da educação. E o Governo Federal, autor da lei do Piso, fez como Pilatos e lavou suas mãos, se recusando a intervir em Minas e exigir a aplicação imediatada da Lei do Piso. Não podemos desistir e baixar nossa guarda temos que nos preparar e construir a Greve do ano que vem. Temos que lutar pelo fim do Subsidio e pela reconstrução de nossa carreira já!

Veja matéria do jornal o tempo e veja como será o novo subsidio.
http://www.otempo.com.br/noticias/ultimas/?IdNoticia=136135




quarta-feira, 23 de novembro de 2011

ANASTASIA DESCUMPRE ACORDO E QUER MANTER O SUBSIDIO

Após 112 dias de greve dos profissionais da rede estadual de ensino do Estado de Minas Gerais, o dia de ontem, 21/11, ficará marcado na política mineira como dia da DESMORALIZAÇÃO DO SENHOR GOVERNADOR ANASTASIA, do seu partido PSDB e de toda sua base aliada da Assembleia Legislativa. Não há de se ter, no sentido mais profundo da palavra, nenhuma credibilidade neste governo, pois seu caráter político caiu por terra. E o que sobra é a imagem de um canastrão que se sustenta numa cúpula inescrupulosa que se armam até os dentes contra os trabalhadores. E a Assembleia Legislativa protagonizará no dia 23/11, sob forte segurança policial o impiedoso golpe aos trabalhadores em educação no Estado de Minas Gerais.

Ontem, dia 22/11, a categoria dos professores que reivindicavam, no movimento de greve, qualidade da educação e a imediata implementação do PISO SALARIAL NACIONAL receberam como resposta do governo a notícia da votação na Assembleia Legislativa, no dia 23/11, do “novo” salário da categoria. A notícia abalou não só pelo repúdio a “nova” forma de remuneração, que na análise dos educadores não passa da mesma proposta do subsídio que estabelece o fim da carreira, mas antes e, sobretudo, pelo descumprimento de todos os acordos firmados entre governo e sindicato para finalização da greve.

Nesta proposta é excluído o PISO SALARIAL NACIONAL em detrimento de um TOTAL REMUNERATÓRIO. Ou seja, soma-se o piso com todas as gratificações e vantagens adquiridas ao longo da vida e o transforma num total remuneratório. Permitindo com isso o fim da carreira. Na mesma lógica, a promoção de um nível para outro cairia de 22% para 10% e a progressão de 3% para 2,5%. A novidade da lei é seu caráter compulsório, ou seja, a lei é para todos, não importando a escolha feita pelos profissionais da educação, se lei do piso ou subsídio. Vejam que o governador sem nenhum pudor passa por cima de 153 mil profissionais da educação que legitimaram suas saídas do subsídio para o PISO SALARIAL NACIONAL

O momento é muito delicado, pois estamos lidando com uma quadrilha de políticos sustentados e articulados num projeto econômico-político-social nefasto para classe trabalhadora. Não é a toa que no Brasil e no mundo os movimentos na luta por investimento na educação pública tomaram as ruas. Tem sido multidão de pessoas entendendo o projeto de sucateamento implementado pelos projetos burguês contra a classe trabalhadora. Os profissionais da educação no Rio Grande do Sul governado pelo PT na pessoa de Tarso Genro acabaram de deflagrar greve a partir desta segunda, dia 21/11. Estamos falando, portanto, de um movimento pela educação que tomou proporções nacionais e internacionais, como exemplo a luta dos estudantes do Chile.

A greve dos profissionais da educação no RS não é qualquer coisa, afinal estamos falando de Tarso Genro (PT) que é considerado o "pai" do piso nacional dos educadores (o piso foi aprovado quando ele era ministro da Educação). Prometeu em campanha cumprir a lei e pagar este direito dos trabalhadores. Acontece que se passaram praticamente 12 meses da posse e o governo, ao contrário das promessas, não só não pagou e não diz como o fará. A política golpista contra os educadores é uma realidade em todo Brasil, portanto é uma política que vai do PT ao PSDB e vice-versa. Outra prova disso é a cumplicidade da presidenta Dilma (PT) no descaso com a educação pública. Ou seja, o projeto de devastação da educação é uma política bem arquitetada pelos projetos neoliberais.

A crise econômica mundial do capitalismo criada pelas elites burguesas vem sendo denunciada em todo mundo através das lutas protagonizadas pela classe trabalhadora, a exemplo do que está acontecendo nos países árabes, a exemplo do que aconteceu no Brasil. E os profissionais da educação em todo país fizeram seus levantes denunciando o caos da educação pública no Brasil. O golpe político deferido pelo governador Anastasia, Dilma e Cia nos ajudará a caracterizar e tirar melhor política de como nos relacionar a partir de agora com esses governos. E o SIND-UTE, CNTE tem a responsabilidade da construção política deste movimento daqui para frente, onde teremos que ousar na luta e vencer a batalha. O povo árabe tem ensinado ao mundo como lidar com ditadores. Neste sentido, a campanha dos 10% do PIB já para educação é uma necessidade política e o levante nacional dos educadores se coloca também como uma necessidade inadiável.



terça-feira, 22 de novembro de 2011

Paralisação no dias 23 e 24 de novembro


Com o anúncio feito pelo Governador Antônio Anastasia da imposição de uma nova proposta remuneratória - que nada mais é que o retorno ao subsídio com o novo nome de modelo unificado de remuneração - o Comando Estadual de Greve, reunido em Belo Horizonte na manhã desta terça-feira, votou por PARALISAR AS ATIVIDADES NOS DIAS 23 E 24 DE NOVEMBRO, para mobilizar a categoria.

É muito importante neste momento a unidade da categoria para resistirmos aos ataques covardes desse governo neoliberal, portanto convocamos a todos para partimos em caravana rumo à ALMG em Belo Horizonte com o objetivo de impedir a votação desta proposta por parte dos deputados.

A reunião extraordinária da Assembleia Legislativa está convocada para esta quarta-feira, 9 horas.

Os interessados em participar da caravana deverão entrar em contato com a subsede Juiz de Fora pelo telefone (32) 3216-4963.

Vamos à luta, pois QUEM LUTA, EDUCA!
Postado por Sind-UTE Subsede Juiz de Fora

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

NOS MANTER ALERTAS PARA GARANTIR NOSSOS DIREITOS

Nos 112 dias de Greve nossa categoria demonstrou sua força e determinação contra os ataques do Governo Anastasia. Cada um daqueles que permaneceu na luta foi um herói, enfrentando o corte de ponto e agora a pressão das reposições.  Temos que reconhecer a bravura de todos: daqueles que se acorrentaram na Praça Sete, na Praça da Liberdade, na ALMG e em todos os cantos do estado, todos os que caçaram incansavelmente o Anastasia aonde quer que ele fosse, os acampados da Assembleia Legislativa, os que fizeram greve de fome, e os bravos lutadores que impediram o funcionamento do plenário da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Destacar a importância do apoio dos movimentos sociais, sindicatos, estudantes e comunidade que estiveram ao nosso lado nesta luta.

Tivemos uma vitória politica importante. Demonstramos para o Brasil e para o mundo quem são Anastasia e Aécio, desmascaramos o "deficit zero". Agora este governo veio a público  dizer que o estado não tem dinheiro para arcar com os direitos salariais dos trabalhadores. Mas sabemos bem que isto se deve a uma política que beneficia as grandes empresas em detrimento do bem estar da população. Para as obras da copa não falta dinheiro mas para garantir nossos direitos não tem recursos.

Contudo, nossas vitórias poderiam ter sido maiores, caso a CUT e a CNTE tivessem unificado as dezenas de Greves que aconteceram Brasil afora e exigido do governo Dilma que garantisse a implementação do piso  nos estados. No entanto, permitiram que as lutas que ocorreram ficassem isoladas em cada estado.

Mantemos nosso chamado à construção de uma greve nacional da educação, pois o piso salarial ainda não é fato e a defesas das carreiras permanece uma necessidade na maioria dos estados.


ANASTASIA QUER DESTRUIR NOSSA CARREIRA
   
O plano de carreira implementado na educação em 2002 significou a retirada de direitos históricos (como o biênio e o quinquênio). Mas para Anastasia isto não foi suficiente, a proposta que apresentou durante a greve e na atual mesa de negociação é ainda mais rebaixada.

A aplicação do piso se dará no primeiro nível sendo que a progressão será de  3% a cada nível e 1% a cada letra. Os setores do quadro administrativo ficam de fora da tabela, como se não fizessem parte da educação.

Na assembleia que os trabalhadores votaram pela suspensão da greve o SindUte leu um acordo no qual o Governo reconhecia o piso "na carreira" e  "para todos", não só para os professores. Isto esta longe de ser a proposta apresentada neste momento.

Por isto temos que nos manter mobilizados para que possamos garantir o piso na carreira e para todos.

Vamos manter viva a mobilização e construir a partir de agora uma grande greve. Nosso desafio é trazer os trabalhadores que permaneceram na escola na greve deste ano. Demos o primeiro passo, desmascarar o governo, recuamos para tomar fôlego e vamos voltar a luta mais fortalecidos para arrancarmos a vitória.

Mas 2011 ainda não acabou  precisamos nos manter em alerta, levar a frente a campanha pela aplicação dos 10% do PIB para a educação pública já e ocupar as ruas e a assémbleia para não permitir que o governo aprove nehuma legislação que retire direitos

Acreditar na força dos trabalhadores é acreditar numa sociedade mais justa e igualitária. Acreditar na luta dos trabalhadores é contruir o socialismo e evitar a barbárie da destruição dos serviço públicos como educação, saúde, moradia e outros direitos sociais.